quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Pacote de Temer reduz soberania do país

Por Leonardo Fernandes, no jornal Brasil de Fato:

Depois do fracasso da reforma da Previdência e do anúncio da intervenção federal e militar no Rio de Janeiro, o governo anunciou no dia 19 de fevereiro um pacote de medidas econômicas, chamado de 'pauta prioritária', que deve ser levado ao Congresso Nacional nos próximos meses. 

O anúncio foi feito pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Uma vez que o decreto de intervenção impede fazer emendas à Constituição, como é o caso da reforma da Previdência, o governo decidiu desengavetar medidas já antes anunciadas e igualmente impopulares, mas que dependem somente da maioria simples do Congresso para sua aprovação, já que se tratam de projetos de lei (PL).

Esquerda dá um passo rumo à unidade

Por José Reinaldo Carvalho, no blog Resistência:

Em meio a tantas vicissitudes, desencontros, expressões de desânimo e confusão política e ideológica próprios de um momento de defensiva das forças democráticas e populares, um fato alvissareiro: o lançamento de um programa político, com projeção tática e estratégica, pelos partidos PCdoB, PT, PSOL e PDT.

Depois de quase um ano de consultas e atividades conjuntas as fundações de estudos políticos e teóricos desses partidos apresentaram à nação aquilo que seus dirigentes consideraram um primeiro esboço rumo a uma formulação programática abrangente contendo as ideias-força de um projeto nacional de mudanças estruturais políticas, econômicas, sociais e culturais. Um programa que vai além da conjuntura eleitoral e estabelece os lineamentos gerais de uma luta de longo fôlego com caráter patriótico, democrático, popular e anti-imperialista. Um conjunto de bandeiras de luta que constituem o ponto de partida de uma acumulação na perspectiva de rupturas e transformações políticas e sociais profundas.

Intervenção e eleição: combinação perigosa

A pirotecnia da intervenção de Temer

Por Margarida Salomão, no site Mídia Ninja:

Essa conexão já foi feita por muitos: a ligação entre as manifestações críticas no Carnaval e o anúncio de Temer, no sábado de cinzas, desencadeando situação inédita na vigência da Constituição de 88. A relação é, entretanto, grávida de tantas possibilidades que ela merece ser retomada nesse pequeno texto.

Em primeiro lugar, o Carnaval de 18 vai ser conhecido como o Carnaval da Tuiuti. Claro que manifestações políticas contra o governo recorreram por todo o Brasil e, inclusive, na própria Sapucaí. Fora Temer virou o grito deste Carnaval. Mas foi o brilhantismo do desfile da Tuiuti que representou de modo mais contundente o recado do morro: a narrativa do golpe de 16 veio articulada com a injustiça originária da escravidão mal abolida, persistente e agravada pela agenda atual das anti-reformas.

A propaganda da "reforma" da Previdência

Paulo Guedes, o banqueiro do metralha

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

O economista Paulo Guedes, um dos fundadores do banco BTG Pactual, do qual se desligou há algum tempo, parece se preparar física e moralmente para participar de uma maratona, ou seja, as eleições de outubro deste ano. Será um embate decisivo marcado pelo golpe que derrubou, em 2016, a presidenta Dilma Rousseff, eleita em 2014.

Recentemente, Guedes, figura conhecida no mundo econômico e empresarial, passou a caminhar pelas manhãs, quase diariamente, no calçadão entre o Leblon e Ipanema, na Zona Sul carioca. Muitas vezes enfrenta o sol escaldante do verão na marcha de insensatez rumo ao pleito.

A luta para democratizar a comunicação

Por Rui Falcão, no site da Fundação Perseu Abramo:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”- Joseph Pulitzer, 1847–1911.

“A grande imprensa é o aparelho privado de hegemonia do capital”- Gramsci

Atuar para democratizar a comunicação do País é um elemento estratégico para a defesa da própria democracia. Como se sabe, o monopólio dos meios de comunicação (vedado pela Constituição Federal) viola a liberdade de expressão e nega à maioria do povo o acesso à informação e ao conhecimento. Além disso, eles vêm cada vez mais servindo aos interesses políticos e econômicos do grande capital, assumindo o papel de partido político dos conservadores e da direita. Seu papel no golpe contra Dilma foi fundamental.

Caixa luta e resiste, como faz há 157 anos

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Embora a resistência de funcionários da Caixa tenha sido capaz de entrar em 2018 com duas vitórias acumuladas contra esforço permanente de Temer-Meirelles pelo enfraquecimento da instituição, a luta continua.

Neste ano eleitoral, as dezenas de entidades que organizam a campanha "Defenda a Caixa você também" irão se mobilizar junto a eleitores e candidatos. Estão sendo preparadas inserções em rádios e vídeos de personalidades em defesa do papel histórico da instituição. Os candidatos em todos os níveis - presidente da República e governador, senadores e deputados - serão convidados a assinar uma carta compromisso em defesa da Caixa.

Intervenção no Rio vai terminar em tragédia

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

"Estão trazendo o caos para o Estado brasileiro de forma irresponsável. Não tem jeito dessa farsa não terminar em tragédia. E nem de perto vai resolver o problema da segurança pública.” A opinião é de Pedro Serrano, jurista e professor de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sobre os mandados de busca e apreensão coletivos anunciados pelo governo Temer após a decretação de intervenção no Rio de Janeiro.

Sugestões no combate à violência no Rio

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

Não sou especialista, mas será que para resolver a questão da violência no Rio de Janeiro e no Brasil não seria melhor:

- Um exército de mão de obra pedagógica?

- Uma brigada de médicos e enfermeiros?

- Uma força expedicionária para atividades de lazer?

- Um contingente de incentivadores do esporte?

Derrotado na Previdência, Temer reage

Editorial do site Vermelho:

Na iminência da derrota na votação da PEC 287, da Reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, o presidente golpista Michel Temer decidiu criar um fato novo na conjuntura nacional e decretou intervenção militar no Rio de Janeiro. Esta decisão revelou-se logo uma cortina de fumaça, como a qualificou a nota divulgada pela presidenta do PCdoB, Luciana Santos, e pela pré-candidata presidencial do partido, Manuela D’Ávila. Temer sabe que, com um Estado sob intervenção, não se pode realizar mudanças constitucionais – daí o claro sabor de recuo que há nesta medida, que suspende a tramitação de uma reforma extremamente danosa ao povo brasileiros e oferece ao governo uma saída “honrosa” ante a iminência da derrota parlamentar. 

Bolsonaro, o liberalismo e a democracia

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, no site Carta Maior:

Leio na Folha de S.Paulo: Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, foi aplaudido de pé em evento promovido pelo Banco BTG Pactual. Na plateia, acotovelavam-se investidores e gentes do mercado financeiro. Em sua arenga, relata o jornal, Bolsonaro fez reverências ao credo do liberalismo econômico e teria prometido metralhar a Rocinha, depois de panfletagem aérea ordenando a desocupação da favela.

Militares no Rio: território, miséria e votos

Por Marco Aurélio Cabral Pinto, no site Brasil Debate:

Usualmente, os mais apressados comem cru. Em análise de conjuntura isso é mais do que frequente. A importância de dado acontecimento histórico é função da abrangência e da duração de seus efeitos. Logo, acontecimentos importantes devem se avaliados nos seus desdobramentos. Como tal, compreendem-se os campos de possibilidade abertos para ocorrência de novos acontecimentos.

O Estado do Rio de Janeiro possui o segundo maior conglomerado urbano do país, com cerca de 10 milhões de pessoas. Desde 2015, com a desorganização da economia do Estado, os gestores viram-se diante de aumento sem precedentes na instabilidade dos sistemas públicos. O aumento na informalidade implica historicamente aumento na ilegalidade. Ou seja, desde 2015 o ERJ tornou-se o locus de produção de líderes de máfias locais – das favelas, passando-se pela polícia até o poder central.

Brasil de Temer está ficando ingovernável

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Estamos caminhando celeremente para o caos institucional.

Esta é a conclusão a que cheguei depois de ler o noticiário desta quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018.

Ainda faltam 10 meses, longos 300 dias para acabar o mandato do atual presidente, e o Brasil de Temer ficou ingovernável.

Desde o final da semana passada, como um piloto enlouquecido na cabine de comando, que perdeu todos os sinais de contato com a terra, Michel Temer abriu novas frentes de confronto.

Temer atropela Maia e irrita clube do golpe

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Na semana passada o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que seu partido, o DEM, teria candidato próprio a presidente e definiria sua posição em março. O único candidato demista que até então existia era ele, embora como lanterninha nas pesquisas, ao lado de Henrique Meirelles. Mas Temer, ao embarcar no delírio da própria candidatura à reeleição, razão da intervenção militar eleitoreira no Rio, em busca de resultados fáceis conversíveis em votos, liquidou com a candidatura de Maia e com a de Meirelles e irritou outros membros da coalizão golpista, inclusive os tucanos de Geraldo Alckmin.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Reforçar a solidariedade à paz na Venezuela

Do site da CTB:

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediou nesta terça (20) uma nova reunião do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, com representantes de entidades do movimento social, partidos e veículos da mídia alternativa.

O objetivo do grupo fundado no ano passado (leia abaixo o manifesto) é debater ações de solidariedade e apoio à Venezuela que vem sofrendo repetidos ataques da mídia burguesa e amaças de invasão militar pelo governo norte-americano.

As ligações perigosas de Moreira Franco

Por Laura Capriglione, no site Jornalistas Livres:

A intervenção militar no Rio de Janeiro foi articulada por um velho conhecido do crime organizado: Wellington Moreira Franco(PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral da Presidência e amigo do peito de Michel Temer, que governou o Rio de 1987 a 1991. Nesta terça (20/02) na “Folha”, numa entrevista pra lá de camarada, daquelas que o jornalista levanta a bola para o entrevistado cortar, Moreira Franco fez-se de intrépido e destemido:

Fundações unem-se pela reconstrução do país

Por Cezar Xavier, no site da Fundação Mauricio Grabois:

Fundações ligadas ao PCdoB, ao PT, ao PDT e ao PSol divulgaram texto capaz de unificar diferentes correntes políticas progressistas em torno da defesa de um novo ciclo de democracia, soberania nacional e progresso. Avanço da excepcionalidade nas práticas institucionais alertam para a necessidade da unificação e mobilização dos setores democráticos.

Durante ato político que lotou um plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (20), quatro entidades partidárias lançaram o manifesto Unidade Para Reconstruir o Brasil, que unifica o esforço de legendas progressistas em prol de um novo projeto de desenvolvimento para o país.

A intervenção no Rio e sua face lucrativa

Por Artur Araújo, no site Outras Palavras:

Primeiro se provoca uma gigantesca recessão, com a desculpa de controle da inflação. O resultado é o único possível, a arrecadação tributária despenca e os investimentos e despesas do Estado têm que ser drasticamente reduzidos. Os verdadeiros objetivos - ampliação do desemprego para redução forçada do preço do trabalho humano e colapso proposital do setor público como “prova” de sua ineficácia estrutural - ficam mascarados.

Aí vem o segundo passo, o famigerado “teto de gastos” via emenda à Constituição, que fixa a base dos dispêndios em um patamar calculadamente deprimido. A continuidade de um Estado Nacional sem poderes de investimento e de prestação de serviços decentes está assegurada, independente do cenário econômico. Exige-se de municípios e estados engessamento idêntico.

Manipulação de Temer remete ao real de FHC

Por Bepe Damasco, em seu blog:

É difícil traçar paralelos, no tocante aos respectivos conteúdos, objetivos e alcance, entre um plano econômico nacional e uma intervenção militar na área da segurança pública de um determinado estado. No entanto, no que se refere à estratégia político-eleitoral e ao massacrante apoio da mídia monopolista, são inegáveis os pontos de interseção entre o Plano Real que catapultou Fernando Henrique Cardoso à presidência na eleição de 1994 e a cartada eleitoreira e autoritária do presidente ilegítimo em 2018.