sexta-feira, 21 de julho de 2017

Fiesp ressuscita o pato. E cadê os otários?

Por Altamiro Borges

O farsante Paulo Skaf, amigo íntimo de Michel Temer e filiado ao mesmo partido do usurpador, não teve como escapar. Diante da forte pressão nas redes sociais, ele anunciou nesta sexta-feira (21) que a decadente Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) vai ressuscitar o seu pato amarelo contra o aumento dos tributos sobre os combustíveis decretado pelo covil golpista. Até a revista Época, da agora “oposicionista” famiglia Marinho, cobrou uma atitude do velhaco oportunista, metido em inúmeras falcatruas.

Aumento de imposto aprofunda a recessão

Por José Carlos de Assis, no Jornal GGN:

O aumento de impostos para reduzir o déficit público é uma dessas demonstrações de estupidez da política econômica neoliberal que mostra o descompasso entre classes dominantes, donas dos meios de produção, e as elites dirigentes, que governam em seu nome. Uma política econômica progressista admitiria sem maiores problemas crescimento de déficit público e rejeitaria o aumento de impostos. A estupidez neoliberal propõe o oposto.

É muito importante que as elites dirigentes continuem estúpidas. A receita keynesiana para superação do desastre econômico em que nos encontramos pressupõe o gasto público deficitário, convertido em compras reais de bens e serviços pelo governo. Busca-se, com isso, estimular a economia, a demanda, o investimento, o emprego. Entretanto, esse déficit será inútil para o crescimento se for “queimado” na ciranda financeira.

O turista que denunciou o triplex da Globo

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

Daniel Szames passeava de escuna pela baía de Paraty quando viu a praia de Santa Rita com uma construção ostensiva, boias que impediam o acesso, um deck de grandes proporções e a construção de três andares incompatível para região que é reserva da natureza, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Cairuçu.

Ele queria parar na praia, mas o condutor da escuna informou que não poderia. No passado mais distante, quando a área pertencia a Francisco William Munhoz e sua irmã, Elizabeth, o acesso era livre, mas, depois que “um membro da família do sr. Roberto Marinho” comprou o sítio, a praia e um pedaço de mar foram “privatizados”, como se diz em Paraty.

Caso o barqueiro passasse pela barreira, ele não conseguiria entrar na praia, pois havia seguranças e cachorros que impediriam o desembarque.

Parlamentarismo numa hora dessas?

Por Theófilo Rodrigues, no blog Cafezinho:

Volta e meia retorna ao debate público o tema da mudança de sistema de governo no Brasil. Os propositores do debate argumentam em favor da substituição do presidencialismo pelo parlamentarismo como solução para as recorrentes crises políticas pelas quais o país passa.

O debate não é novo. O parlamentarismo já foi objeto de dois plebiscitos nos últimos cinquenta anos: um em 1963 e outro em 1993. E nas duas vezes foi derrotado pelo voto popular. Afinal de contas, em sã consciência e sem constrangimentos externos, por qual razão os eleitores concordariam em abrir mão do direito de escolher o governante maior do país e passariam esse poder para outros?

Não obstante a recusa popular expressa nos dois plebiscitos, insistentes lideranças não desistiram de articular em favor da proposta.

Mendigos molhados, patos enfurnados

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Por onde andarão os patos amarelos da Fiesp que enfeitavam as avenidas paulistanas e a Esplanada dos Ministérios em Brasília durante os protestos do ano passado contra a corrupção e o aumento de impostos?

Em lugar deles, agora podem ser encontrados moradores de rua molhados por jatos d´água pelo serviço de limpeza urbana da Prefeitura de São Paulo no dia mais frio do inverno, segundo noticiou a rádio CBN.

Com o anunciado aumento do imposto nos combustíveis a partir desta quinta-feira, será que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, agora vai soltar os patos enfurnados em algum porão?

Lula e o "implacável" juiz Sergio Moro

As duas caras de um Mercosul esvaziado

Por Rubén Armendáriz, no site Carta Maior:

Pela primeira vez desde 2006, uma cúpula presidencial do Mercado Comum do Sul (Mercosul) não estará acompanhada pelo tradicional evento paralelo oficial dedicado a temas sociais, com a participação dos ministros dessas áreas, por decisão do país que exerce a presidência pro tempore, a Argentina – obviamente apoiada pelos demais membros.

Na próxima sexta-feira, dia 21 de julho, o Hotel Intercontinental da cidade de Mendoza receberá Michel Temer, o presidente de facto do Brasil, país que assumirá a presidência pro tempore do organismo que suspendeu a Venezuela e ficou reduzido ao tridente de presidentes conservadores – o argentino Mauricio Macri, o paraguaio Rodolfo Cartes, e o próprio Temer – e um quarto (o uruguaio Tabaré Vásquez) que embora eleito por uma coalizão de esquerda não tem força para se desmarcar da tendência seguida por seus pares.

Moro quer matar Lula de fome

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Moro mandou confiscar tudo o que Lula tem: R$ 606 mil em bancos, o apartamento em que mora e dois outros pequenos apartamentos em São Bernardo, um lote, dois carros e todos os ativos financeiros, inclusive planos de previdência privada. Conta no exterior, a Lava Jato não achou. Este patrimônio modesto, prova de que Lula não roubou, será dado à Petrobrás em suposta reparação por perdas em contratos com a OAS. O que Moro quer com esta nova agressão a Lula é sanar uma falha grave em sua sentença, forçando a relação entre o famigerado tríplex e a Petrobrás, para sustentar a condenação por corrupção passiva. Mas, dando a impressão de que deseja matar Lula de fome, Moro amplia a percepção, inclusive no círculo de admiradores, de que realmente persegue o ex-presidente.

Avenida Paulista clama pela defesa de Lula

Da Rede Brasil Atual:

Milhares de manifestantes ocupam a Avenida Paulista, em frente ao Masp, em São Paulo. Os presentes criticam a agenda de reformas do governo de Michel Temer (PMDB) e, sobretudo, estão em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato relativo ao processo envolvendo o tríplex do Guarujá, no litoral paulista.

Entre os militantes, jovens e idosos, integrantes da população LGBT, negros, ativistas de movimentos de moradia, de sindicatos, entre outros. Os manifestantes fazem uma verdadeira festa na Paulista com batuques e bandeirões. “Eleição sem Lula é fraude” são as palavras desenhadas no maior deles.

Google, um gigante golpeado

Por Carlos Drummond, na revista CartaCapital:

A multa recorde de 2,4 bilhões de euros aplicada pela Comissão Europeia ao Googleno mês passado alimentou esperanças de alguma contenção, pela esfera pública, do poder dos monopólios globais que, no caso das empresas da internet, gera para a sociedade efeitos negativos muito além da economia e do consumo.

A punição foi aplicada por abuso da posição dominante do Google no mercado de mecanismos de busca, ao dar vantagem ilegal ao seu próprio serviço de comparação dos preços informados nos anúncios divulgados na internet, justificou a Comissão. Mais de 90% da receita da companhia provém de anúncios.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ricardo Barros e o silêncio dos médicos

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, o ‘ministro’ da Saúde Ricardo Barros protagonizou duas cenas que deveriam gerar a indignação dos médicos – muitos deles que foram às ruas esbravejar pelo “Fora Dilma” e, que desta forma, ajudaram a alçar ao poder a quadrilha de Michel Temer. Em um evento no Palácio do Planalto, ele deixou escapar ao anunciar um novo factoide para a área da saúde: “Vamos parar de fingir que pagamos os médicos e os médicos vão parar de fingir que trabalham”. Dias depois, o fingido bancou um "casamento ostentação" para a sua filhota. Nas duas ocasiões, os médicos falsamente moralistas também se fingiram de mortos e não expressaram a sua irada revolta. Talvez estejam arrependidos da besteira que fizeram contra a democracia.

As angústias de Marco Aurélio Garcia

Por Altamiro Borges

No final de maio, o sociólogo Marco Aurélio Garcia participou de uma conversa com blogueiros na sede do Centro de Estudos Barão de Itararé. Ele abordou o cenário político mundial – principalmente latino-americano – e brasileiro, enfatizando que a marca deste período é a “imprevisibilidade”. Em vários momentos, o ex-assessor especial dos presidentes Lula e Dilma se mostrou angustiado com a atual onda de retrocesso no mundo – destacando a vitória do belicista Donald Trump nos EUA, o crescimento de seitas fascistas na Europa, os recentes reveses sofridos pelas forças progressistas na América Latina e o golpe orquestrado pela oligarquia rentista no Brasil. Mas, sempre irônico e risonho, nunca deixou transparecer qualquer desânimo. Pessimista no diagnóstico, ele se mostrou um otimista na vontade de lutar – como Antonio Gramsci. Nesta quinta-feira (20), infelizmente, Marco Aurélio Garcia faleceu em decorrência de um infarto fulminante.

Meu amigo querido, Marco Aurélio Garcia

Por Dilma Rousseff, em seu site:

A morte do professor Marco Aurélio Garcia, meu amigo querido, é extremamente dolorosa. Desfrutei pela última vez de sua companhia há três semana. Conversamos sobre a vida e os momentos terríveis que o país atravessa.

Hoje é um dia de dor para todos nós, que compartilhamos com ele seus muitos sonhos, histórias e lutas. Era um amigo querido, de humor fino e contagiante, sempre generoso e cheio de ideias, dono de uma mente arguta e brilhante.

Kim Kataguiri e a “bandidolatria” do MP

Por Altamiro Borges

Setores do Ministério Público não escondem mais sua opção escancarada pela ação política, deixando de lado a necessária imparcialidade da Justiça e transformando-se em palanque da extrema-direita no Brasil. Nesta quarta-feira (19), uma notícia grotesca bombou na internet. O Ministério Público do Rio de Janeiro convidou um dos fundadores do sinistro Movimento Brasil Livre (MBL), o fascista mirim Kim Kataguiri – também já apelidado de Kinta Katiguria – para ministrar uma palestra com o tema “Segurança pública como direito fundamental”.

Sorria, você está sendo monitorado!

Por Renata Mielli, no site Mídia Ninja:

O tempo todo, em todos os lugares. Em alguns casos, pode estar sendo monitorado até enquanto você dorme. Cada respiração, cada passo, cada quilômetro rodado, cada click numa rede social, cada zappeada na televisão, cada compra física ou virtual que você faz.

A era da Sociedade da Informação é também a era do fim da privacidade e da mercantilização da intimidade, da monetização do comportamento, dos sentimentos. A internet e a superconexão, onde cada vez mais pessoas e coisas estão conectadas por mais tempo, gera uma infinidade de dados que há muitos anos estão sendo armazenados (o Big Data) e que, agora, começam a ser tratados e vendidos, gerando um mercado bilionário para empresas e até governos.

'Reforma' trabalhista: a degola começou

Por Adilson Araújo, no site da CTB:

Com menos de uma semana da aprovação da Reforma Trabalhista, milhares de brasileiros e brasileiras se encontram no fio da navalha com a onda de lançamento de planos de demissão voluntária em diversos ramos de trabalho pelo país.

O que empresários chamam de primeiras ações do pacote da reforma trabalhista contra a crise é uma releitura do que aconteceu nos anos 1990, "demissões voluntárias". Um tipo de demissão velada que coloca na berlinda a classe trabalhadora. E como isso funciona?

O empresário determina ou você “adere” ao desligamento da empresa. E para camuflar ao trabalhador é oferecido um prêmio: peça pra sair e ganhe 1 salário adicional.

A violência no Brasil: uma guerra seletiva

Editorial do site Vermelho:

O Brasil vive uma situação de confronto absurda e violenta, semelhante à de países onde há guerra civil aberta.

Só no primeiro semestre deste ano, no Rio de Janeiro, houve 88 mortes de policiais. Número grande, mas apenas parte do número de mortes violentas ocorridas no Estado, que, em 2016, foi de 6.248 (soma dos homicídios dolosos, latrocínios - roubo seguido de morte -, lesões corporais seguidas de mortes e homicídios decorrentes de confrontos com a polícia).

No Rio, multiplica-se o número de pessoas atingidas por “balas perdidas”, inclusive dentro de casa, de escolas e até um bebê foi baleado no útero da mãe prestes a dar à luz!

Bloqueio de bens de Lula é ilegal

Av. Paulista, 20/7/17. Foto: Tiago Macambira/Mídia Ninja
Por Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Martins, no site Lula:

É ilegal e abusiva a decisão divulgada hoje (19/07) pelo Juízo da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba determinando o bloqueio de bens e valores do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão é de 14/07, mas foi mantida em sigilo, sem a possibilidade de acesso pela defesa - que somente dela tomou conhecimento por meio da imprensa, que mais uma vez teve acesso com primazia às decisões daquele juízo. A iniciativa partiu do Ministério Público Federal em 04/10/2016 e somente agora foi analisada. Desde então, o processo também foi mantido em sigilo. A defesa irá impugnar a decisão.

A quem serve Henrique Meirelles?

Por Gustavo Noronha, no site Brasil Debate:

Henrique saiu de Anápolis, Goiás, primeiro para o curso de engenharia em São Paulo, depois para os EUA no antigo Banco de Boston. Ganhou o mundo, foi presidente do banco e da sua sucessora, a FleetBoston Financial, mas não chegou a ver sua incorporação ao Bank of America. O que ele viu de perto foi a corte do ex-presidente estadunidense Bill Clinton, há quem diga que ali ele era bem popular.

Quando voltou ao Brasil, já não era mais um brasileiro, embora nunca tenha perdido formalmente a nacionalidade. Com uma vultosa aposentadoria, hoje em R$ 250 mil, desembolsou, em 2002, R$ 887 mil para se eleger deputado federal. Investimento recompensado quando o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva o convidou para presidir o Banco Central. Não viram à época qualquer contradição de o presidente da autoridade monetária receber mais de um agente do mercado financeiro do que o salário pago pela sua função pública.

Bloqueio prova que Lula não enriqueceu

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O bloqueio dos bens do ex-presidente Lula, explorado com tanto estardalhaço pela imprensa de direita, com orgasmos de prazer cínico (duvido que qualquer de seus editores tenha menos do que Lula, que aos 71 anos de idade tem mesmo é de conservar um guardado) deveria servir para fazer jornalismo, mesmo.

Por exemplo, comparar o que foi localizado em propriedades e depósitos de Lula com o que ele tinha, ao candidatar-se a Presidente 15 anos atrás.

Os quatro imóveis que tem são os mesmos que tinha com Marisa (aquele em que mora e dois outros, de 72 metros quadrados, no Edifício Kentucky, na Avenida Getúlio Vargas, São Bernardo). Olhei na internet e vi um igual, no mesmo prédio, para vender: R$ 370 mil. Além do terreno em Riacho Grande, onde fica o sítio Los Fubangos, ao qual passou a ir menos há alguns anos, segundo a Folha porque a segurança presidencial assim recomendou, depois que dois de seus cães foram mortos a facadas.